sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Movie Friday

#moviefriday #fail

Não quero mais fazer nas sextas, e sim o dia que eu quiser :D

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Movie Friday

Rebobine, Por Favor (Be Kind Rewind, 2008 )


Diretor: Michel Gondry

Duração: 102 min

Gênero: Comédia

Elenco: Jack Black, Mos Def, Danny Glover























Círculo de Fogo (Enemy at the Gates, 2001)


Diretor: Jean-Jacques Annaud

Duração: 131 min

Gênero: Guerra

Elenco: Jude Law, Joseph Fiennes, Rachel Weisz, Ed Harris























Corra, Lola, Corra (Lola Rennt, 1998)


(Alemanha)

Diretor: Tom Tykwer

Duração: 81 min

Gênero: Ação

Elenco: Franka Potente, Moritz Bleibtreu





















Desejo e Reparação (Atonement, 2007)


Diretor: Joe Wright

Duração: 130 min

Gênero: Drama

Elenco: Keira Knightley, James McAvoy, Saoirse Ronan























Não é mais uma história de amor (Kærlighed på film / Just Another Love Histpry, 2007)


(Dinamarca)


Diretor: Ole Bornedal

Duração: 100 min

Gênero: Suspense/Drama

Elenco: Anders W. Berthelsen, Rebecka Hemse, Nikolaj Lie Kaas

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Movie Friday

Como uma boa amante de filmes, começarei a postar toda sexta-feira uma lista de cinco filmes dos quais já vi e indico.

Mãos a massa!

Snatch: Porcos e Diamantes (Snatch, 2000)

Diretor: Guy Ritchie
Duração: 104 min
Gênero: Ação/Comédia
Elenco: Benicio Del Toro, Brad Pitt, Jason Statham, Vinnie Jones




















Queime depois de ler (burn after reading, 2008)

Diretor: irmãos Coen (Joel Coen e Ethan Coen)
Duração: 96 min
Gênero: Comédia (Humor negro)/Policial
Elenco: Brad Pitt, George Clooney, John Malkovich, Tilda Swinton






















E aí, meu irmão, cadê você? (O Brother, where art thou?, 2000)

Diretor: Joel Coen
Duração: 106 min
Gênero: Comédia
Elenco: George Clooney, Tim Blake Nelson, John Turturro






















Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited, 2007)

Diretor: Wes Anderson
Duração: 91 min
Gênero: Comédia/Drama
Elenco: Owen Wilson, Adrien Body, Jason Schwartzman






















Os Vigaristas (Matchstick Men, 2003)

Diretor: Ridley Scott
Duração: 116 min
Gênero: Ação/Comédia
Elenco: Nicolas Cage, Sam Rockwell, Alison Lohman

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

circo [parte dois]

conferir circo


Não acreditei no que havia escutado. Primeiramente fiquei sem voz. Depois meus braços e pernas amoleceram e tive que voltar a realidade para não sofrer uma queda. Agradeci ao homem pelo que havia me concedido e vi que aquele tinha sido o maior salto da minha vida.

Mais do que nunca, agora precisava exigir mais de minha criatividade, fazer uma evolução de minhas idéias e talvez uma fusão entre elas, mas o mais importante de tudo: precisava ser incrível.

Peguei-me treinando cada dia mais. A cada nova idéia o lápis já estava em mãos para que tudo fosse anotado e nada fosse perdido. A cada rascunho comecei a perceber o quão impossível aquilo parecia de se realizar, e a cada minuto passante, mais os meus lábios se contorciam em um sorriso triunfante.

Porém, nas muitas manhãs em que treinava cansativamente meus números para o espetáculo que se aproximava, o que eu buscava era único e imensuravelmente maravilhoso.


Para chegar aonde eu mais queria, seria preciso saber que poderia existir uma falha, e essa possibilidade me deixava frustrado, pois nada, NADA poderia dar errado: meu plano era magnífico. Mas e se caso houvesse um erro? Em meio às luzes, o que eu poderia fazer? Sendo o centro das atenções, como eu poderia consertar meu número? Eu precisava colocar minhas cartas na manga.

Calmamente tomei um banho, vesti a roupa a que me deram e o que me faltava mesmo era uma cartola, mas para que? não existiam coelhos brancos naquele lugar, a não ser o chaveiro que eu tinha em meu molho de chaves para dar sorte.

Segui então em direção à lona e logo me vi atrás das cortinas, no mesmo lugar em que, tempos atrás, observava os números do ilusionista e a sua imensa platéia maravilhada com suas apresentações. Porém logo vi que ali não havia nenhum ilusionista e a platéia parecia inquieta, mas em silêncio.

Fui chamado, os tambores rufaram e pensei que o som parecia assustador agora. Caminhei em direção ao centro e parei ali no escuro. De repente as luzes de ascenderam e eu pude ver todos aqueles olhos de expectativa e curiosidade faiscando em minha direção.

Girei minhas mãos com movimentos de apresentação e me inclinei para a frente. Senti o suor em minha nuca, mas não havia nervosismo agora. Me ergui e notei que ao meu lado direito havia uma pequena mesa e uma cadeira simples, de palha. Retirei minha capa preta, depositei-a na pequena mesa e na cadeira me sentei. Apoiei minhas mãos sobre meus joelhos e comecei a procurar um ponto de fixação para meus olhos.

Finalmente encontrei um, atrás da platéia, na escuridão. Todos me encaravam e depois de alguns minutos comecei a escutar murmúrios de indignação. Ignorando-os, continuei a observar meu ponto de fixação e fechei os olhos. Os murmúrios iam aumentando cada vez mais, até que não mais os escutei e de repente o silêncio se rompeu em vozes unisônicas de incredulidade.

Abri os olhos e me vi atrás da cortina novamente. A capa estava no mesmo lugar, sobre a mesa; a cadeira continuou intacta e para os espectadores eu havia simplesmente sumido. Esperei alguns segundos e lentamente sai das cortinas em direção ao centro da arena. No caminho retilíneo que segui, escutei ao fundo duas, três, quatro... Centenas de palmas vangloriando meu feito. Cheguei ao centro e quando parei, peguei a capa que estava em cima da mesa e a vesti. Por um instante visualizei lentamente o que estava a minha frente e arfei.


O som dos aplausos ainda rompiam o silêncio. Realizei os mesmos movimentos com que havia aberto o espetáculo. Girei minhas mãos em sinal de agradecimento e me curvei para baixo. Levantei minha cabeça e sorri para os espectadores agora em pé, explodindo; maravilhados. Após o último aplauso, me virei e segui em direção ao meu trailer. A glória havia sido alcançada.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

circo

Começamos realmente a viver sozinhos depois que conseguimos um trabalho do qual não gostamos de fazer. No circo recebemos ordens para lavar e alimentar os animais, limpar a arena, os banheiros, as arquibancadas e cuidar para que tudo esteja perfeitamente em ordem. Ficamos assim, atrás dos panos, vendo o espetáculo crescer a cada dia.


Todos os que pagam por suas entradas, se maravilham com o desconhecido, e em toda a platéia só se vêem pares de olhos brilhantes e curiosos. Ninguém deixa de pensar que aquilo a que estão presenciando é simplesmente uma ilusão, porém fascinante.

Mal sabem que quem ajudou a fazer tudo aquilo acontecer fomos nós, que limpamos os animais imundos, que os alimentamos (e muitas das vezes corremos riscos com essa atividade), que organizamos a arena, as arquibancadas e limpamos os banheiros. Alguns até tem uma noção de como funciona, outros não fazem a mínima idéia, e até existem aqueles que já estiveram no meu lugar, mas que felizmente fizeram suas malas e partiram em busca de um ganho melhor. Mas todos estão aqui, presenciando o espetáculo maior.

Um dia fui promovido para domador de leões. Escolhi o circo com um propósito, e cuidar de leões realmente não era ele. Comecei então a treinar para alcançar aquilo que eu realmente queria ali.

Sozinho depois do trabalho e antes de dormir, entrava no meu aposento móvel e abria a caixinha velha de cartas. Comecei a testar alguns números, mas isso não bastava, ainda havia a atuação, eu teria realmente de ser um bom ator para isso.

Durante as noites de espetáculo, fiquei atrás das cortinas para ver a hora em que ele entrava em cena. "Ah, como eu daria tudo para estar em seu lugar...".


Luzes para todos os lados, tambores rufando e muitos, muitos espectadores. A cada reação, a cada número, a cada passo dele, mentalmente tentava me ver em seu lugar. E a cada dia de observação essa imagem ficava cada vez mais nítida e próxima.


Depois de todas aquelas noites em que vi os espetáculos, comecei então a ter idéias e mais idéias e o processo de criatividade parecia brotar de minha pele. De repente me vi um homem ambicioso, e em meio a tudo aquilo parecia contente comigo. Mesmo sem fazer o que tanto queria, estava feliz por tentar ser alguém melhor do que sou.

Em uma manhã, com meu uniforme habitual, peguei meus instrumentos e sai do trailer em direção a jaula dos leões. Ouvi uma voz. Mas estava tão imerso em pensamentos e idéias novas que mal a escutei. De repente os pensamentos começaram a parecer distantes e sem foco. Percebi que aquela voz me chamava. Virei-me, assustado, e vi quem meu nome havia pronunciado: Ele. Em sua direção caminhei e os nós de meus dedos, que haviam se fechado em minha mão, estavam esbranquiçados com tamanha a minha força. O suor começou a brotar em minha testa e alguns fios da nuca pareceram se unir com a umidade. Parei. Cumprimentei-o e após um segundo de silêncio que se chamava eternidade escutei com atenção as palavras que saiam da boca daquele homem, que anunciava sua partida para um lugar melhor e suas malas já havia arrumado. Dizia que tinha grande apreço pela minha pessoa e ainda o quanto se sentia satisfeito comigo, afirmando que eu merecia algo melhor do que aquilo. Olhando-me da cabeça aos pés, vi que aqueles olhos sabiam mais do que eu mesmo sabia sobre mim.

(Continua)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

penso

O que eu faço se logo que entro em casa tenho vontade de botar tudo para fora?

terça-feira, 22 de julho de 2008

de bordo

Curitiba, 19 de Julho de 2008


Felipe manda mensagem: "Churrasco + Narguile = vamos ?". Eu, gripe, frio, carne. Pensei. Vou ou não vou? Essa era a questão. Mas, vendo que estava sozinha, não iria fazer nada em casa e minha mãe estava viajando, resolvi me aprontar. Banho, secar o cabelo, me agasalhar (gripe
estava terrível), pegar a bolsa e ir. Tudo começou aí.
Horário do ônibus: 21:43. "Ihhh, tenho que sair de casa 21:20 pra não arriscar perder". Realmente saí, mas acho que olhei a hora errada. Estava saindo de casa era 21:27. Caminhei o mais rápido que pude, porque correr não faz meu estilo. Peguei o ônibus.


- Oi, você pode me avisar quando chegar no ponto próximo à rua (...) ?
Cobrador: Ihhh, não sou muito bom em guardar nome de rua não. Ô, você sabe qual é o ponto próximo dessa rua?
Motorista: Sei não.

- Perai, vou fazer uma ligação. Alô? ? Oi, o cobrador não sabe aonde é o ponto, e agora?
Felipe: Fala pra ele que é o mesmo onde para o ônibus tal e três pontos antes do terminal.
- Ok...Então moço... (repetindo o que o disse).
Cobrador: Ahhhhh sim, acho que lembro qual é. Pode deixar que te aviso.
- Obrigada.


Nunca vi cobrador e motorista de ônibus não conhecerem o nome das ruas por onde passam, mas enfim. Felipe foi me buscou no ponto e chegamos na casa do Rodrigo. O churrasco seria basicamente uma (pré) comemoração de aniversário.
Os meninos dividiram entre si e compraram um narguile naquela tarde, bonito mesmo, tinha uns detalhes dourados que segundo eles (e segundo a vendedora) era de ouro. Tinha até nome: Mohammed Latif Smoke. Grande nome.

1. Cavaleiro Bohemia Will 2. Cavaleiro Bohemia Igor, Jojo e Cavaleiro Bohemia Will


Churrasco começando e fomos então preparar o narguile. Alguém segurou o carvão em br
asa de um jeito que acabou caindo em cima do tapete da cozinha. "AAAAI, e agora?". Um olhando pro outro até que uma voz diz: "Sacode o tapete". Brasas no chão. "Meeeeu Deeeeus, tira isso daí, tira tira tira". Desespero geral. Conseguimos limpar, porém o tapete e o chão tiveram alguma lesões irreparáveis. Sentimos pena e algumas bocas murmuraram: Puta que pariu!

Depois do desastre, percebemos que uma coisa dessas não se deve fazer na cozinha. Levamos o Mohammed então para perto da churrasqueira, fora da casa. Tudo estava as mil maravilhas, até que... acabou a essência. E agora? Me prontifiquei a trocar. Peguei no "meio" no narguile e... PLOFT. Só fechei o olho pra não ver tamanha cagada. Escutei o barulho horrível de vidro quebrando, mas pensei: não
o, isso não deve ter acontecido. Abri os olhos e é óbvio que tinha. Mohammed Latif Smoke, que não tinha nem 24 hrs de vida, havia falecido. Coitado. E a minha dor no coração era ainda maior por ter quebrado e consequentemente ter que comprar um novo (ha ha).

Juntamos os cacos, e eu olhando aquilo com tanta raiva por ter pego o Mohammed de mal jeito. Urgh!
Embrulhamos em jornais e colocamos dentro de uma sacola. Quando eu estava deixando o pacote no lixo em frente a casa, vi umas cinco pessoa correndo e gritando: "CHAMEM O BOMBEIRO! CHAMEM O BOMBEIRO!". Meu coração, que já não é dos mais fortes pulou do peito para a garganta. "Meu deus, eu, a sacolinha, fogo...". De repente a correria deles diminuiu e disseram: "Ali ó, no telhado da casa". Sim, no telhado da casa do vizinho havia caído um balão. Olhei aquilo com o olho mais arregalado possível. Enfim, não acreditei mesmo
, até conseguirmos tirá-lo do telhado alheio e apagar o fogo. Agora consigo entender perfeitamente o que significa a propaganda da televisão nos meses de inverno: Não solte balões!

Depois dessa, o que nos restava? Comer, jogar e conversar? Não. Tivemos a idéia de fazer então o narguile mais roots que já existiu, e que acabou funcionando até melhor que Mohammed Latif (que Alá o tenha!).



3. Narguile Roots com garrafa de Pepsi; 4. Will, Narguile Roots e Felipe; 5. Cavaleiro Bohemia Will soltando fumaça pela cabeça; 6. Cavaleiros Bohemia Igor e Will soltando fumaça.


Como pode acontecer tanta coisa (ruim) em menos de uma hora? Rimos, é claro, depois de ter passado todo o cagasso e também porque rir de desgraça alheia é uma das melhores coisas (e sabemos bem). E digo uma coisa, no próximo dia 19 de Julho, o churrasco não será na casa de um amigo...