O que eu faço se logo que entro em casa tenho vontade de botar tudo para fora?
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
de bordo
Curitiba, 19 de Julho de 2008
Felipe manda mensagem: "Churrasco + Narguile = vamos né?". Eu, gripe, frio, carne. Pensei. Vou ou não vou? Essa era a questão. Mas, vendo que estava sozinha, não iria fazer nada em casa e minha mãe estava viajando, resolvi me aprontar. Banho, secar o cabelo, me agasalhar (gripe estava terrível), pegar a bolsa e ir. Tudo começou aí.
Horário do ônibus: 21:43. "Ihhh, tenho que sair de casa 21:20 pra não arriscar perder". Realmente saí, mas acho que olhei a hora errada. Estava saindo de casa era 21:27. Caminhei o mais rápido que pude, porque correr não faz meu estilo. Peguei o ônibus.
- Oi, você pode me avisar quando chegar no ponto próximo à rua (...) ?
Cobrador: Ihhh, não sou muito bom em guardar nome de rua não. Ô, você sabe qual é o ponto próximo dessa rua?
Motorista: Sei não.
- Perai, vou fazer uma ligação. Alô? Fê? Oi, o cobrador não sabe aonde é o ponto, e agora?
Felipe: Fala pra ele que é o mesmo onde para o ônibus tal e três pontos antes do terminal.
- Ok...Então moço... (repetindo o que o Fê disse).
Cobrador: Ahhhhh sim, acho que lembro qual é. Pode deixar que te aviso.
- Obrigada.
Nunca vi cobrador e motorista de ônibus não conhecerem o nome das ruas por onde passam, mas enfim. Felipe foi me buscou no ponto e chegamos na casa do Rodrigo. O churrasco seria basicamente uma (pré) comemoração de aniversário.
Os meninos dividiram entre si e compraram um narguile naquela tarde, bonito mesmo, tinha uns detalhes dourados que segundo eles (e segundo a vendedora) era de ouro. Tinha até nome: Mohammed Latif Smoke. Grande nome.
Churrasco começando e fomos então preparar o narguile. Alguém segurou o carvão em brasa de um jeito que acabou caindo em cima do tapete da cozinha. "AAAAI, e agora?". Um olhando pro outro até que uma voz diz: "Sacode o tapete". Brasas no chão. "Meeeeu Deeeeus, tira isso daí, tira tira tira". Desespero geral. Conseguimos limpar, porém o tapete e o chão tiveram alguma lesões irreparáveis. Sentimos pena e algumas bocas murmuraram: Puta que pariu!
Depois do desastre, percebemos que uma coisa dessas não se deve fazer na cozinha. Levamos o Mohammed então para perto da churrasqueira, fora da casa. Tudo estava as mil maravilhas, até que... acabou a essência. E agora? Me prontifiquei a trocar. Peguei no "meio" no narguile e... PLOFT. Só fechei o olho pra não ver tamanha cagada. Escutei o barulho horrível de vidro quebrando, mas pensei: não não, isso não deve ter acontecido. Abri os olhos e é óbvio que tinha. Mohammed Latif Smoke, que não tinha nem 24 hrs de vida, havia falecido. Coitado. E a minha dor no coração era ainda maior por ter quebrado e consequentemente ter que comprar um novo (ha ha).
Juntamos os cacos, e eu olhando aquilo com tanta raiva por ter pego o Mohammed de mal jeito. Urgh!
Embrulhamos em jornais e colocamos dentro de uma sacola. Quando eu estava deixando o pacote no lixo em frente a casa, vi umas cinco pessoa correndo e gritando: "CHAMEM O BOMBEIRO! CHAMEM O BOMBEIRO!". Meu coração, que já não é dos mais fortes pulou do peito para a garganta. "Meu deus, eu, a sacolinha, fogo...". De repente a correria deles diminuiu e disseram: "Ali ó, no telhado da casa". Sim, no telhado da casa do vizinho havia caído um balão. Olhei aquilo com o olho mais arregalado possível. Enfim, não acreditei mesmo, até conseguirmos tirá-lo do telhado alheio e apagar o fogo. Agora consigo entender perfeitamente o que significa a propaganda da televisão nos meses de inverno: Não solte balões!
Depois dessa, o que nos restava? Comer, jogar e conversar? Não. Tivemos a idéia de fazer então o narguile mais roots que já existiu, e que acabou funcionando até melhor que Mohammed Latif (que Alá o tenha!).



3. Narguile Roots com garrafa de Pepsi; 4. Will, Narguile Roots e Felipe; 5. Cavaleiro Bohemia Will soltando fumaça pela cabeça; 6. Cavaleiros Bohemia Igor e Will soltando fumaça.
Como pode acontecer tanta coisa (ruim) em menos de uma hora? Rimos, é claro, depois de ter passado todo o cagasso e também porque rir de desgraça alheia é uma das melhores coisas (e sabemos bem). E digo uma coisa, no próximo dia 19 de Julho, o churrasco não será na casa de um amigo...
Os meninos dividiram entre si e compraram um narguile naquela tarde, bonito mesmo, tinha uns detalhes dourados que segundo eles (e segundo a vendedora) era de ouro. Tinha até nome: Mohammed Latif Smoke. Grande nome.
Churrasco começando e fomos então preparar o narguile. Alguém segurou o carvão em brasa de um jeito que acabou caindo em cima do tapete da cozinha. "AAAAI, e agora?". Um olhando pro outro até que uma voz diz: "Sacode o tapete". Brasas no chão. "Meeeeu Deeeeus, tira isso daí, tira tira tira". Desespero geral. Conseguimos limpar, porém o tapete e o chão tiveram alguma lesões irreparáveis. Sentimos pena e algumas bocas murmuraram: Puta que pariu!
Depois do desastre, percebemos que uma coisa dessas não se deve fazer na cozinha. Levamos o Mohammed então para perto da churrasqueira, fora da casa. Tudo estava as mil maravilhas, até que... acabou a essência. E agora? Me prontifiquei a trocar. Peguei no "meio" no narguile e... PLOFT. Só fechei o olho pra não ver tamanha cagada. Escutei o barulho horrível de vidro quebrando, mas pensei: não não, isso não deve ter acontecido. Abri os olhos e é óbvio que tinha. Mohammed Latif Smoke, que não tinha nem 24 hrs de vida, havia falecido. Coitado. E a minha dor no coração era ainda maior por ter quebrado e consequentemente ter que comprar um novo (ha ha).
Juntamos os cacos, e eu olhando aquilo com tanta raiva por ter pego o Mohammed de mal jeito. Urgh!
Embrulhamos em jornais e colocamos dentro de uma sacola. Quando eu estava deixando o pacote no lixo em frente a casa, vi umas cinco pessoa correndo e gritando: "CHAMEM O BOMBEIRO! CHAMEM O BOMBEIRO!". Meu coração, que já não é dos mais fortes pulou do peito para a garganta. "Meu deus, eu, a sacolinha, fogo...". De repente a correria deles diminuiu e disseram: "Ali ó, no telhado da casa". Sim, no telhado da casa do vizinho havia caído um balão. Olhei aquilo com o olho mais arregalado possível. Enfim, não acreditei mesmo, até conseguirmos tirá-lo do telhado alheio e apagar o fogo. Agora consigo entender perfeitamente o que significa a propaganda da televisão nos meses de inverno: Não solte balões!
Depois dessa, o que nos restava? Comer, jogar e conversar? Não. Tivemos a idéia de fazer então o narguile mais roots que já existiu, e que acabou funcionando até melhor que Mohammed Latif (que Alá o tenha!).



3. Narguile Roots com garrafa de Pepsi; 4. Will, Narguile Roots e Felipe; 5. Cavaleiro Bohemia Will soltando fumaça pela cabeça; 6. Cavaleiros Bohemia Igor e Will soltando fumaça.Como pode acontecer tanta coisa (ruim) em menos de uma hora? Rimos, é claro, depois de ter passado todo o cagasso e também porque rir de desgraça alheia é uma das melhores coisas (e sabemos bem). E digo uma coisa, no próximo dia 19 de Julho, o churrasco não será na casa de um amigo...
Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
dança
Chorava e chorava. Não chegara a soluçar, mas os lábios entreabertos sentiam e escutavam o ar entrando e saindo.
Manteve o olhar parado. Perdido.
Passou a mão em seu rosto para enxugar as lágrimas, mas de nada enxugaram e apenas deixaram toda a face umedecida em excesso.
Os dedos ainda com o gosto salgado de choro contornaram a boca, e de um lado para o outro dançavam. Dançavam. Rodopiavam e realizavam floreios. A boca entreaberta acompanhava a dança e respirava a cada passo. A dança triste que fez com que seus lábios secassem e ficassem vermelhos.
Ardendo.
Manteve o olhar parado. Perdido.
Passou a mão em seu rosto para enxugar as lágrimas, mas de nada enxugaram e apenas deixaram toda a face umedecida em excesso.
Os dedos ainda com o gosto salgado de choro contornaram a boca, e de um lado para o outro dançavam. Dançavam. Rodopiavam e realizavam floreios. A boca entreaberta acompanhava a dança e respirava a cada passo. A dança triste que fez com que seus lábios secassem e ficassem vermelhos.
Ardendo.
Domingo, 15 de Junho de 2008
erros
Erros, o que seria deles sem nós para cometermos?
Cometi muitos erros na minha vida e agradeço que com eles eu aprendi muito mais do que se tivesse acertado de primeira. Não que eu tivesse cometido algo agora, mas é uma das coisas que martela na minha cabeça a tanto tempo, que precisava... De um tempo.
Esse ano não têm sido um dos mais generosos comigo. E felizmente (ou infelizmente) tenho visto e feito certas coisas, que não foram "certas" e das quais me arrependi. Mas depois vi que não existiu motivo para tal sentimento. Arrependimento é, sem dúvida, o melhor quando se têm dúvidas sobre o que sente. É nele que eu/você possivelmente encontraremos a resposta.
Nesse ano eu jurava ter cometido vários erros, e de pés juntos senti a dor do arrependimento. Mas é como dizem por aí, uma luz no fim do túnel, que se chamava Verdade me fez perceber o que eu realmente sentia, e o medo e a dor foram embora.
Além do ano, os últimos dias não têm sido generosos comigo também: os dias de "tortura", como já os apelidei. Foi quando preferi ficar quieta, e somente ver o que acontecia por fora da minha vida. Assim como eu, o mundo também anda, e tive que me dar o luxo de parar para assisti-lo. Foram os dias onde tive que aturar vozes insuportáveis, e ficar quieta. Ver coisas que não queria ver, e abrir os olhos. Ler coisas que não queria ler... Juro que não senti falta do chão em movimento. Fiquei em casa. Não sai. Dormi mais. Pensei mais.
Mas hoje, segundo domingo do mês de junho, resolvi dar uma volta pra não escutar as vozes conhecidas dentro do trabalho, da sala e/ou do quarto. Fui passear comigo e foi só o que fiz.
Percebi que precisava desse tempo comigo, e a anos não o fazia. Fui ao cinema, sozinha, e digo que não há coisa melhor. Vergonha? Eu não ligo para o que os outros pensam, porque eu estava ali... Comigo.
E assim eu pensei, durante cinco horas longe de casa, que meus erros valeram a pena, e que os dias de "tortura" na verdade me fizeram abrir os olhos e ver o que realmente estava sentindo.
Tendo certeza de tudo o que fiz, pensei no que os outros fizeram a mim. Muitos erraram, muitos deles disseram as coisas que eu não queria ouvir, palavras certas e erradas em horas certas e erradas também.
Mas o que seria do perdão sem os erros que cometemos?
Esse ano, ao invés de dizer que foi o ano menos generoso comigo, direi que foi o qual mais perdoei, e acredito que posso comparar isso com toda a vida que ainda esteja por vir, mesmo sem tê-la vivido. O que seria de nós e dos outros se não houvesse uma segunda chance? terceira talvez... Se não foi o livro certo, certamente será o próximo. Se não foi a pessoa certa, quem sabe a próxima?
Precisamos realmente é dar uma segunda ou terceira chance a nós mesmos, e não nos culparmos de nada daquilo que aconteceu. Se houver culpa, devemos lembrar do ocorrido e ver que foi uma lição, mais uma lição. E olhando para o passado veremos que houve perdão, e antes a culpa, e muito antes disso, o erro. Olhando para o futuro, novamente cometeremos erros, e nos culparemos. Haverá o arrependimento, e depois a verdade, e depois disso a certeza...
E o ciclo continua, tanto olhado para frente, quanto olhando para trás.
Cometi muitos erros na minha vida e agradeço que com eles eu aprendi muito mais do que se tivesse acertado de primeira. Não que eu tivesse cometido algo agora, mas é uma das coisas que martela na minha cabeça a tanto tempo, que precisava... De um tempo.
Esse ano não têm sido um dos mais generosos comigo. E felizmente (ou infelizmente) tenho visto e feito certas coisas, que não foram "certas" e das quais me arrependi. Mas depois vi que não existiu motivo para tal sentimento. Arrependimento é, sem dúvida, o melhor quando se têm dúvidas sobre o que sente. É nele que eu/você possivelmente encontraremos a resposta.
Nesse ano eu jurava ter cometido vários erros, e de pés juntos senti a dor do arrependimento. Mas é como dizem por aí, uma luz no fim do túnel, que se chamava Verdade me fez perceber o que eu realmente sentia, e o medo e a dor foram embora.
Além do ano, os últimos dias não têm sido generosos comigo também: os dias de "tortura", como já os apelidei. Foi quando preferi ficar quieta, e somente ver o que acontecia por fora da minha vida. Assim como eu, o mundo também anda, e tive que me dar o luxo de parar para assisti-lo. Foram os dias onde tive que aturar vozes insuportáveis, e ficar quieta. Ver coisas que não queria ver, e abrir os olhos. Ler coisas que não queria ler... Juro que não senti falta do chão em movimento. Fiquei em casa. Não sai. Dormi mais. Pensei mais.
Mas hoje, segundo domingo do mês de junho, resolvi dar uma volta pra não escutar as vozes conhecidas dentro do trabalho, da sala e/ou do quarto. Fui passear comigo e foi só o que fiz.
Percebi que precisava desse tempo comigo, e a anos não o fazia. Fui ao cinema, sozinha, e digo que não há coisa melhor. Vergonha? Eu não ligo para o que os outros pensam, porque eu estava ali... Comigo.
E assim eu pensei, durante cinco horas longe de casa, que meus erros valeram a pena, e que os dias de "tortura" na verdade me fizeram abrir os olhos e ver o que realmente estava sentindo.
Tendo certeza de tudo o que fiz, pensei no que os outros fizeram a mim. Muitos erraram, muitos deles disseram as coisas que eu não queria ouvir, palavras certas e erradas em horas certas e erradas também.
Mas o que seria do perdão sem os erros que cometemos?
Esse ano, ao invés de dizer que foi o ano menos generoso comigo, direi que foi o qual mais perdoei, e acredito que posso comparar isso com toda a vida que ainda esteja por vir, mesmo sem tê-la vivido. O que seria de nós e dos outros se não houvesse uma segunda chance? terceira talvez... Se não foi o livro certo, certamente será o próximo. Se não foi a pessoa certa, quem sabe a próxima?
Precisamos realmente é dar uma segunda ou terceira chance a nós mesmos, e não nos culparmos de nada daquilo que aconteceu. Se houver culpa, devemos lembrar do ocorrido e ver que foi uma lição, mais uma lição. E olhando para o passado veremos que houve perdão, e antes a culpa, e muito antes disso, o erro. Olhando para o futuro, novamente cometeremos erros, e nos culparemos. Haverá o arrependimento, e depois a verdade, e depois disso a certeza...
E o ciclo continua, tanto olhado para frente, quanto olhando para trás.
Domingo, 18 de Maio de 2008
trocadilho (3)
"...mais rodada que peão da casa própria!"
pensamento do dia por: Juliane Stanczyk
(ver outros pensamentos: trocadilho e trocadilho (2) )
pensamento do dia por: Juliane Stanczyk
(ver outros pensamentos: trocadilho e trocadilho (2) )
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
trocadilho (2)
"Uma vez pau no cu, sempre pau no cu".
pensamento do dia por: Juliane Stanczyk
(o primeiro "trocadilho" )
pensamento do dia por: Juliane Stanczyk
(o primeiro "trocadilho" )
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